![]() A história do chimarrão Veja também - O Churrasco A história do chimarrão ou mate-amargo acompanha paripasso a evolução de nossa querência. Onde se ouviu uma cuia roncando, por certo houve um guapo gaúcho, buscando seu caminho de afirmação. Era o tripé - Pampa , Cavalo e Gaúcho. Embora ingerido de forma rudimentar, seu uso vem quarteando nossa cavalgada história.Foi descoberto pelos espanhóis 54 anos após o descobrimento do Brasil. Em Guaíra a erva-mate era silvestre.Assim continuou por longos anos. Seu cultivo foi tentado por vários anos, sem sucesso. Foi em Imembuí, hoje Santa Maria, que os missioneiros conseguiram o primeiro pé de erva-mate cultivada. O processo natural, com ingestão das sementes por pássaros, sofrendo metabolismo orgânico deveria ser substituído. |
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O chimarrão, inicialmente, foi servido num pequeno porongo, com um canudinho de taquara, contendo uma trança de fibras silvestres em sua base, para evitar os fragmentos da erva. No começo, as folhas eram tostadas pelo fogo e fragmentadas por utensílios domésticos. Posteriormente a erva era cancheada e após levada ao soque.Hoje existem processos modernos de fabricação, numa continuidade, desde a folha verde, até o empacotamento da erva pronta. Com a fabricação da erva " caá-mini", pela Região Missioneira, que chegou ao pó da erva, ascendeu o império ervateiro dos povos jesuíticos. Era a decadência da "erva-de-paus" do Paraguai. O uso do chimarrão, mate-amargo ou mate-chimarrão, nasceu sob o signo da hospitalidade. No Rio Grande do Sul, quando se deixou brotar a tradicional hospitalidade gaúcha, sempre esteve uma mão amiga estendida, alcançado o símbolo desse gesto - um chimarrão! Embora usado como digestivo, alimento, estimulante, etc.,o hábito do chimarrão sempre representou o gesto da cordialidade do anfitrião, ao receber um visitante. Nos puxirões da região missioneira, na República Comunitária Guarani, a presença do chimarrão representava o selo de um trabalho em comum, ao correr de mão-em-mão. Era a reunião das pessoas e vizinhos que confraternizavam, num chimarrão e nas tarefas dos puxirões. O chimarrão,adotado tão carinhosamente pelos sul-rio-grandenses, é um testemunho implacável de todos os acontecimentos históricos de nosso torrão. Nas estâncias o consumo da carne bovina, inicialmente meio crua e sem sal, não dispensava o chimarrão, para uma boa digestão.Hoje o chimarrão é a bebida preferida do gaúcho. O chimarrão e o churrasco são indispensáveis na vida de qualquer gaúcho.Há quem afirme que pode faltar uma refeição, mas jamais o chimarrão. No Rio Grande do Sul a tradição hospitaleira leva todos a receberem os visitantes com um bom chimarrão.Nos mesmos moldes que outras regiões utilizam aperitivos, chás, vinhos,doces,etc., nossa gente saboreia um bom amargo.Com uma cuia de porongo, casco grosso, uma bomba chupeta de prata e uma cevadura de erva.Água morna, aquecida em chaleira de ferro, chiando e sem ferver, o chimarrão é um ato desagradável o de "rebocar"a bomba do chimarrão, ou seja; deslocar a bomba quando dos chupões, fazendo melecar a erva.Quando a erva estiver com seu "topete"já desmoronando, diz-se que o mate está lavado.Renova-se o chimarrão, pondo mais erva, o que o gaúcho chama de "encilhar o mate", sem tirar a já existente na cuia.O último mate, antes de partir, diz-se "mate para o estribo". Chimarrão - tu tens esse nome porque nasceste nas selvas, tornando-se a essência do sangue bravo de nossos desbravadores. Chimarrão - sangue verde do gaúcho. Fonte da mais pura seiva - sustentáculo de uma raça destemida. |
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O Churrasco
O churrasco nada mais é do que carne assada na brasa. Por suas características históricas, o Rio Grande do Sul é o Estado que mais se caracteriza e mantém viva a cultura do churrasco. Segundo indicam os fatos históricos, foi no século XVII que no Rio Grande do Sul surgiu a forma gaúcha de se fazer churrasco, que hoje se difundiu por todo país e tem até reconhecimento e apreciação internacional. Além disto, tornou-se sinônimo de festa e confraternização entre familiares e amigos. A descoberta do churrasco é atribuída aos índios que habitavam a costa das três Américas. Eles assavam a carne ao ar livre, numa fogueira sobre pedras com auxílio de uma grelha de madeira verde, mas foi na região do grande pampa que o churrasco encontrou o seu ambiente ideal. A pecuária sempre foi uma das maiores riquezas do Uruguai, da Argentina e do sul do Brasil, na chamada região dos pampas, e a lida com o gado afastava os homens do campo por longos períodos de suas casas. O churrasco era uma forma mais prática de fazer uma refeição, pois tudo que era necessário para preparar a refeição estava à mão: uma boa faca afiada, uma fogueira preparada em um buraco cavado no chão (fogo de chão), um espeto de vara que podia ser preparado na hora com galhos, um generoso pedaço de carne e sal grosso. O sal grosso aliás, era e até hoje é utilizado como complemento na alimentação dos bovinos. A carne era cortada em pequenos pedaços e servida, iniciando a forma de se servir carne chamada de rodízio. E estava assim criado o jeito gaúcho de se preparar churrasco. |